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Apoio à Operação da Polícia Federal e do Banco Central do Brasil na liquidação do Banco Master

21 de novembro de 2025

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  A Associação Brasileira de Economistas pela Democracia (ABED) manifesta seu pleno apoio à operação realizada pela Polícia Federal e pelo Banco Central do Brasil (BCB) que resultou na liquidação do Banco Master, diante do conjunto de evidências que apontam para ligações impróprias e politicamente sensíveis entre o referido banco e agentes públicos de alto escalão, tanto no Poder Executivo quanto no Legislativo, em âmbito federal e estadual.


1. Captura político-institucional e risco sistêmico


  As investigações indicam que o Banco Master atuava como um instrumento informal de intermediação financeira vinculada a interesses não republicanos e com apoio de autoridades com mandato eletivo, tais como governadores de unidades federativas, membros do Senado Federal, ex-integrantes da Câmara dos Deputados e ocupantes de postos estratégicos na administração pública. Tais relações indicam um padrão de captura política e institucional, que distorce o propósito do sistema financeiro e fragiliza a confiança da sociedade nas instituições.


2. Comprometimento de fundos previdenciários públicos


  Evidências reunidas pelas autoridades apontam que essa relação pode ter contribuído para a má gestão e desvio de recursos dos fundos previdenciários de servidores públicos do Rio de Janeiro e Amazonas e de vários municípios, levando a prejuízos significativos e dificultando a sustentabilidade financeira desses regimes próprios de aposentadoria. Recursos que deveriam garantir estabilidade e segurança social foram direcionados para operações arriscadas e altamente especulativas, comprometendo direitos de trabalhadores e aposentados.


3. Suspeitas de desfalques em instituições públicas estratégicas


  Além da atuação nos fundos previdenciários, há indícios de participação do Banco Master em operações financeiras que podem ter provocado expressivos prejuízos ao Banco de Brasília (BRB), com impactos sobre a solidez do sistema financeiro público regional. Esse contexto revela um risco sistêmico importante, evidenciando a necessidade de maior supervisão pública sobre o relacionamento entre agentes privados e entes públicos estratégicos.


4. Governança, transparência e integridade institucional


  O caso expõe uma grave falha de governança, com sinais de utilização de instituições financeiras privadas como canais de favorecimento político e econômico. A ABED entende que a liquidação do Banco Master, conduzida pelas autoridades competentes, representa um passo necessário para restaurar a integridade e a credibilidade do sistema financeiro nacional, protegendo o interesse público e os direitos previdenciários de milhares de trabalhadores.

5. Mobilização pública e defesa da responsabilidade social


  A ABED conclama todos os servidores públicos, trabalhadores, aposentados e cidadãos impactados — especialmente os vinculados aos fundos previdenciários do Amazonas , Rio de Janeiro e de outros municípios prejudicados e também a população do Distrito Federal e função da ação irresponsável do das autoridades na gestão do BRB nesse caso — a se organizarem e se mobilizarem para:

 

  • Exigir auditorias independentes nos fundos afetados;
  • Apoiar ações coletivas para recuperação de recursos desviados;
  • Pressionar o Poder Público para punição dos responsáveis;
  • Defender reformas estruturais que impeçam a utilização de bancos privados para finalidades político-partidárias.

6. Propostas para prevenção de novos episódios

Para evitar a repetição de situações semelhantes, a ABED defende:

  • Fortalecimento da regulação e supervisão dos bancos que operam com recursos públicos;
  • Transparência obrigatória e auditorias periódicas em fundos previdenciários;
  • Blindagem dos recursos previdenciários contra usos políticos e especulativos;
  • Fortalecimento dos mecanismos legais de responsabilização patrimonial e criminal.

Conclusão:
  A ABED entende que esta operação representa uma oportunidade histórica para fortalecer a integridade do sistema financeiro brasileiro, proteger os direitos previdenciários dos servidores e trabalhadores e afirmar o caráter público, democrático e ético da gestão das finanças nacionais.

Associação Brasileira de Economistas pela Democracia (ABED)

Brasília, 20 de novembro de 2025

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